domingo, 21 de novembro de 2010

On My Own


(On My Own)
Sometimes I wonder
Where I've been
Who I am
Do I fit in
Make belivin'
Is hard alone
Out here on my own
We're always provin'
Who we are
Always reachin'
For that risin' star
To guide me far
And shine me home
Out here on my own
When I'm down
And feelin' blue
I close my eyes
So I can be with you
Oh, baby
Be strong for me
Baby
Belong to me
Help me through
Help me need you
Until the morning
Sun appears
Making light
Of all my fears,
I dry the tears
I've never shown
Out here on my own
When I'm down
And feelin' blue
I close my eyes
So I can be with you
Oh, baby
Be strong for me
Baby
Belong to me
Help me through
Help me need you
Sometimes I wonders
Where I've been
Who I am
Do I fit in
I may not win
But I can be strong
Out here on my own
On my own.


(Tradução)
Na Minha Solidão


Às vezes eu quero
Saber onde estive
Quem eu sou
Se eu me encaixo
Simulando que
È difícil ficar sozinha
Aqui na minha solidão
Nós sempre estamos provando
Quem somos
Sempre procurando
Aquela estrela cadente
Pra me guiar pra longe
E iluminar-me até minha casa
Aqui na minha solidão
Quando eu estou derrubada
E me sentindo deprimida
Eu fecho os olhos
E assim posso estar com você
Oh Baby
Seja forte para mim
Baby
Pertença a mim
Me ajude a passar
Me ajude preciso de você
Até o sol
Da manhã aparecer
Fazendo a luz
De todos os meus medos
Eu seco as lágrimas
Que eu nunca mostrei
Aqui na minha solidão
Quando eu estou derrubada
E me sentindo deprimida
Eu fecho os olhos
E assim posso estar com você
Oh Baby
Seja forte para mim
Baby
Pertença a mim
Me ajude completamente
Me ajude preciso de você
Às vezes quero saber
Onde estive
Quem eu sou
Se eu me encaixo
Eu não posso vencer
Mas eu posso ser forte
Aqui na minha solidão
Na minha solidão
Não posto nada há muito tempo, mas hj, véspera de mais uma de minhas viagens a trabalho (e, ainda por cima, domingo!...rs), comecei a rever o filme Fama na tv e lá me deparei com a Irene Cara cantando On my Own, música que bombou em 1981, na voz da lindinha Nikka Costa. Alguém lembra dela, da música, do filme???
A música fala em solidão, nos questionamentos sobre noss lugarzinho nesse universo. Que papel ocupamos, quem somos...e tudo, como sempre, num processo de aprendizado que quase sempre traz muita dor.
Solidão é...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Chuvas no Rio


Acerca do assunto da semana - mais uma tragédia causada pelas chuvas no Rio de Janeiro -, transcrevo aqui uma conversa que tive com uma querida amiga minha. Ela escreveu-me querendo saber notícias sobre mim, já que moro no Rio. Respondi e posto aqui a minha resposta a ela pq é meu desabafo e não posso, como cidadã, pecar por omissão, diante de uma situação que ocorre com frequencia em minha cidade. Segue:


Minha resposta:
Ô amiga...obrigada pela preocupação. Comigo tá tudo bem sim, graças a Deus. Moro em um bairro longe de morros, rios. Os meus transtornos se resumem a não encontrar mercado aberto, não ter delivery para entrega...rs.

Estou rindo. Mas a coisa por aqui está feia mesmo...Deixa eu tentar resumir, mais ou menos, as águas do Rio: chuva por aqui, na Região Metropolitana, subúrbio, áreas perto de rios...tudo é rotineiro, infelizmente. É só chover para o caos vir à tona. Trânsito, ruas que alagam...pessoas perdendo vidas, casas...

Todo mundo sabe, mas nada é feito. Os estragos das chuvas, no Rio, são historicamente recorrentes, que o digam as pessoas que moram em morros, subúrbios, baixada fluminense...Agora, vamos ao que aconteceu esta semana: a chuva atingiu não somente pobres e desvalidos, mas transbordou a Lagoa Rodrigos de Freitas; em consequência, o Jardim Botânico, Gávea, Barra...enfim, áreas NOBRES do Rio!Daí temos o empregado que não chega na casa do patrão...
...fechou o Túnel Rebouças, impedindo a ligação da zona norte à sul! Então, como dizia, o pobre não chegou na casa do patrão; a farmácia não abriu, o mercado idem...compreende? Como tudo que acontece por aqui, as desgraceiras rotineiras só são vistas quando atingem quem PODE! Só que quem PODE, não PÔDE...e aí o que é comum torna-se, FINALMENTE, público, midiático!
Está chovendo sim...e muito...novamente, quem mais sofre é quem não tem e por aí vai...mas o que quero que entenda é que SE AS CHUVAS NÃO TIVESSEM CHEGADO ÀS AREAS NOBRES DO RIO, seria só mais uma desgraça rotineira na cidade, entende?Olha, eu mesma quase perdi meu último carro numa das últimas chuvas do Rio, na rua do meu trabalho que alaga chuva sim, chuva tb e que, ironicamente, fica ao lado da FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA DO RIO DE JANEIRO? Comédia?...pois é...mas, veja, o que é um caos no centro do Rio? Nada. O que é um caos, no Leblon? Uma tragédia!É fato.
O lado positivo - se é que existe - é que, finalmente, desta vez, a mídia viu! Ora, como não ver, se até os empregados dos telejornais não conseguiram chegar em seus trabalhos. A Central Globo de Jornalismo - onde é gravado JH, JN... - fica no Jardim Botânico que?...alagou...A mídia viu; a mídia sentiu. A mídia estava alerta, quando o morro da Mangueira desmoronava. A mídia gritou quando o Governador, ao ver a cena de um morro desabando, calmamente, disse: "Veja bem, as OBRAS DO PAC-PATATI-PATATÁ."

A mídia, enfim, viu politicagem aonde devia vir AÇÃO. CHAMA O BOMBEIRO, sabe como?A mídia disse: "pessoas, abandonem seus barracos e corram para áreas seguras". Daí o Governador teve que descer de seu palanque e se movimentar... RESSALVA: ponho uma vírgula para o Prefeito do Rio que, este, parece estar, de fato mobilizado...já o Governador...dessa vez ele não teve como agir como agiu na última grande chuva do Rio, ano passado.

Relembrando: uma chuva horrorosa deixou centenas de desabrigados e mortos na baixada fluminense (Duque de Caxias, Nilópolis...). Sabe onde estava o Governador nessa ocasião? Digo a vc: bancando o papagaio de pirata numa das visitas da Madonna ao Rio. Sim, isso mesmo. Pessoas morrendo, mídia calada e o Governador rindo adoidado com a Madonna numa visita ao Centro Olímpico da Mangueira. Visita esta, diga-se, onde o Governo DOOU U$1.000.000 para as causas humanitárias que ela defende. ORA BOLAS E AS NOSSAS CAUSAS? E O POVO EM CAXIAS, MORRENDO? Conta essa história com propriedade, pq a minha faxineira foi uma das que perdeu tudo, naquela ocasião...
Vc me pediu para falar, agora aguenta: aguenta pq tô muito puta da vida com isso tudo.Terça-feira, no dia que a chuva transbordou a Lagoa, estava eu no twitter, quando Bruno-podre-de-rico-Chateubriand escrevia que a Rua da Clínica São Vicente, na Gávea, estava fechada. Que ele estava muito triste pq as pessoas da clínica estavam ilhadas.

PONTO AQUI!HELLO: A clínica São Vicente é uma das mais RICAS do Rio de Janeiro (aquela onde a Xuxa alugou um andar inteiro para ter a Sacha...). Um lugar que de tão lindo, ficar isolado por lá, é como visitar um SPA. Na verdade, o queridíssimo queria dizer que ELE estava ilhado, já que mora na rua da Clínica. Compreendeu?Daí eu falo: essa criatura sequer sabe dos hospitais da rede pública do Rio, onde, DIARIAMENTE, morre gente por falta de condições mínimas para receber pacientes! E HAJA PACIÊNCIA.


Mas, juro, COMIGO está tudo bem!!! Graças ao bom Deus...


Soube das meninas do vôlei que ficaram presas no maracanãzinho? Alguém tem que avisar a São Pedro que no Rio 2016 NÃO PODE CHOVER!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Girassóis



Engraçado...meu terapeuta disse que Van Gogh é um caso clássico de bipolaridade. Estranho. Nunca o vi dessa forma. Mas fica a dica...

Diversão?


Diversão
Titãs
Composição: Sérgio Britto/ Nando Reis

A vida até parece uma festa
Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra(é meu irmão se a gente não quer!?)
Em certas horas isso é o que nos sobra.
Ficar frágil feito uma criança

Só por medo ou por insegurança
Ficar bem ou mal acompanhado
Não importa se der tudo errado
Às vezes qualquer um

Faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e diversão
Tudo isso (tudo isso)
Às vezes só aumenta
A angústia e a insatisfação
Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool

Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso (nada disso)
Às vezes diminui a dor e a solidão
Tudo isso, ás vezes tudo é fútil

Ficar fébrio atrás de diversão
Nada disso, às vezes nada importa
Ficar sóbrio não é solução
Tudo isso, ás vezes tudo é fútil

Ficar fébrio atrás de diversão
Nada disso, às vezes nada importa
Ficar sóbrio não é solução
Diversão; solução simDiversão; solução prá mim.
A vida até parece uma festa

Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra
As vezes é muito caro...
Em certas horas isso é o que nos sobra
Ficar frágil feito uma criança
Só por medo ou por insegurança
Ficar bem ou mal acompanhado
Não importa se der tudo errado
Às vezes qualquer um

Faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e um pouco de diversão
Tudo isso (tudo isso)
Às vezes só aumenta, meu irmão,
A angústia e a insatisfação
Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool

Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso (nada disso)
Às vezes diminui a dor e a solidão

Estou em falta com o blog...enfim...talvez, por um pouco/muito do que diz a música do Titãs. Insatisfação, indignação, solidão, febre. Intensidade nos posicionamentos. Defender causas...e, de repente, você percebe que luta sozinho. Porque as pessoas são as pessoas e pensam diferentes de nossas verdades absolutas. E você vai lá, luta, grita, expõe, propõe. E os ouvidos? Nada. Cada um escuta o que lhe é conveniente ou o que é simplesmente sua verdade, às vezes, por acreditar que por ela - a verdade - vale a pena defender; às vezes, por ignorância mesmo...que nem sei se é melhor ou pior. Na real? As pessoas ainda me surpreendem em suas maledicências. Incrível.

É isso. Feliz 2010. Pós-carnaval, graças a Deus!!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Nervos...


Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Ao lado de um tipo qualquer
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do seu pode ser
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor.
(Lupicinio Rodrigues)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Carrego seu coração no meu coração


Carrego seu coração- poema de E. E. Cummings)

Eu Carrego seu coração comigo(Eu o carrego no meu coração)
Eu nunca estou sem ele
(onde quer que eu vá, você vai, minha querida;
e o que quer que eu faça sozinho, eu faço por você, minha querida)
Eu não temo o destino(porque você é o meu destino, minha doçura)
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Porque você é meu mundo, minha verdade.
Este é o maior dos segredos que ninguém sabe.
Você é a raiz da raiz, e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder.
Este é o milagre que distancia as estrelas
Eu Carrego seu coração(carrego no meu coração).
- Para meu amor, minha canção.