quinta-feira, 27 de março de 2008

E tomar banho de sol...


Se Deus quiser,

Um dia eu quero ser índio

Viver pelado pintado de verde

Num eterno domingo

Ser um bicho-preguiça,

Espantar turista

E tomar banho de sol,

banho de sol, banho de sol, sol
Se Deus quiser,

Um dia acabo voando

Tão banal assim como um pardal

Meio de contrabando

Desviar do estilingue

Deixar que me xinguem

E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, banho de sol
Baila comigo,

como se baila na tribo

Baila comigo, lá no meu esconderijo.

Se Deus quiser,

Um dia eu viro semente

E quando a chuva molhar o jardim

Ah, eu fico contente

E na primavera vou brotar na terra

E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol
Se Deus quiser,

Um dia eu morro bem velha

Na hora H quando a bomba estourar

Quero ver da janela

E entrar no pacote de camarote

E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, banho de sol
Baila comigo,

como se baila na tribo

Baila comigo, lá no meu esconderijo.

(Baila comigo - Rita Lee)

Alexandre, o Grande


Um conto dos 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE, O GRANDE:
Quando à beira da morte, Alexandre convoca seus generais e seu escriba e relata a estes seus 3 últimos desejos:
1 - que seu caixão seja transportado pelas mãos dos mais reputados médicos da época;
2 - que seja espalhado no caminho até seu túmulo, seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);
3 - que suas duas mãos sejam deixadas balançando no ar, fora do caixão, a vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, pergunta a Alexandre a razão destes.

Alexandre explica, então:
1 - Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão, para mostrar aos presentes que estes NÃO têm poder de cura nenhuma perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento, para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos, de mãos vazias partimos.

Não há o que dizer, não?!!...pense bem, sobre o que diz o texto, quem leva a vida de pompa e circunstância!!!

quarta-feira, 26 de março de 2008

A natureza do tédio!


"As coisas que amamos,as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre na boca ou na mente,
sei lá, talvez no ar."
(A hora do cansaço - C.D.Andrade)

Fronteira, entre o sono que por dentro obra e o movimento que o externo cobra. Não mergulho, nem emerjo. Bocejo. João Ângelo Salvatori

Proposta: em fotografia, chama-se o "movimento culminante da ação", aquele em que a imagem revela a foto na totalidade de sua tensão. Você não acha que existe algo parecido com os textos acima?

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.


"Queria emprestar a você os meus olhos;

esses que não se detém nas manchas e texturas da pele;

esses que são cegos para o lado de fora,

mas caem direto no fundo dos seus;

esses que vêem solidão e doçura, rancores, perdão;

esses que vasculham sem convite a sua essência

e a compreendem sempre,ainda que demorem.

Se eu pudesse emprestar a você os meus olhos,

você nunca mais acreditaria nas revistas de moda e anúncios de tevê,

empurrando remédios, remendos,retalhos ao que já é tão bonito.

Você pentearia os seus cabelos

e botaria um vestido rodado,

a ser par do vento, essa noite.

E quando o seu menino chegasse,

só aceitaria ser amada com ternura,

para além das carnes,

para além da sua beleza física,

que é quando os corpos se encaixam ao mesmo tempo dos olhos;

e uma lágrima, caindo de um olho, pinga dentro do outro."(Rita Apoena)

terça-feira, 25 de março de 2008

Pelas mãos


Há um tempo,

a paixão que sentia por você era tanta,

que minha boca, muitas vezes,

me pegava pelo colarinho e me levava ao encontro da sua

..E não adiantava resistir ...

Porque nada é páreo para uma boca enfurecida

...Porém, com o passar do tempo,

essa mesma boca não mais me pegava pelo colarinho,

mas sim, pelas mãos

...Foi quando percebi, que não se tratava mais de paixão...E sim...De amor...


(Marcelo Roque) - colaboração do meu amigo poetinha orkutiano.


Proposta: Paixão, amor...amor, paixão.Ultimamente, gratas surpresas Maria Adelaide Amaral tem me trazido, em "Queridos Amigos". Uma singeleza de texto...amor em monólogo, diálogo. Hoje, liguei a tv e ouvi algo como: "maior que as diferenças é o afeto." E o que é afeto? Um sentimento descompromissado, gostar simplesmente e sem propósito. Mas...voltando ao poema do amigo Marcelo, cabe aqui aquela velha questão: se a paixão é efêmera; se pode transmutar-se em amor. Ou se amor é isso tudo? Um eterno sem prévia determinação?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Esquadros




Eu ando pelo mundo
prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo, cores
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca,
Uma cápsula protetora
Eu quero chegar antes
Pra sinalizar o estar de cada coisa
Filtrar seus graus
Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome nos meninos que têm fome
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle
Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde?
Transito entre dois lados de um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo, me mostro
Eu canto para quem?
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle
Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado
Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle.
(Adriana Calcanhoto)

domingo, 23 de março de 2008

Dura na queda


Perdida

Na avenida

Canta seu enredo

Fora do carnaval

Perdeu a saia

Perdeu o emprego

Desfila natural

Esquinas Mil buzinas

Imagina orquestras

Samba no chafariz

Viva a folia

A dor não presta

Felicidade, sim

O sol ensolarará a estrada dela

A lua alumiará o mar

A vida é bela

O sol, a estrada amarela

E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas


O sol ensolarará a estrada dela

A lua alumiará o mar

A vida é bela

O sol, a estrada amarela

E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas

BambeiaCambaleia

É dura na queda

Custa a cair em si

Largou família

Bebeu veneno

E vai morrer de rir

Vagueia

Devaneia

Já apanhou à beça

Mas para quem sabe olhar

A flor também é

Ferida aberta

E não se vê chorar

O sol ensolarará a estrada dela

A lua alumiará o mar

A vida é bela

O sol,a estrada amarela

E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas

O sol ensolarará a estrada dela

A lua alumiará o mar

A vida é bela

O sol,a estrada amarela

E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas

(Chico Buarque)

Aquela coisa toda


Olhe bem nos meus olhos

Olhe bem prá você

O fato é que a gente perdeu toda aquela magia

A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos

E velha, tão velha ficou nossa fotografia

Olhe bem nos meus olhos

Olhe bem prá você

A quem é que a gente engana com a nossa loucura

De certo que a gente perdeu a noção do limite

E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá, que virá...

(e atrás tem algum que virá, que virá, que virá me levar...).



Proposta: todos já tivemos nossos finais (abertos ou fechados...) e recomeços...a proposta é: quando é que finalmente percebemos que aquela coisa toda mudou as vestimentas ou que passou?

terça-feira, 18 de março de 2008

O resultado


Laudato si', mi Signore, per sora Luna e le Stelle; in celu l'ài formate clarite et pretiose et belle. (Francesco d'Assisi)


No princípio Deus criou os céus e a terra. À parte sólida, chamou terra, e ao conjunto das águas, chamou mar.
E Deus viu que isso era bom.
A terra produziu verdura, ervas com semente, e as árvores de fruto.
E Deus viu que isso era bom.
E disse: “faça-se a luz.” E a luz foi feita.
E Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas.
Para reger o dia e a noite, Ele colocou no firmamento duas grandes luzes, a maior para iluminar o dia e a menor para iluminar a noite, e milhões de estrelas.
E Deus viu que isso era bom.
Criou, então, todos os seres vivos que se movem nas águas e na terra, e as aves.
E Deus viu que isso era bom.
A seguir, Ele criou o homem à sua própria imagem e disse.
“Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe uma companheira semelhante a ele.” Então, criou a mulher. “Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra.”
E se eu pudesse avaliar o resultado agora, bilhões de anos depois, por maior que fosse Seu otimismo, dificilmente Deus veria que isso era bom.
Mesmo com toda Sua boa vontade.
Assim que o mundo ficou nas mãos do homem e da mulher, eles cresceram, multiplicaram-se, dominaram tudo, e começou uma confusão sem precedentes na história.
A partir daí, era só com eles.
E talvez eles não estivessem preparados para tanto.
“Comerás o pão com o suor do teu rosto”, Deus ordenou ao homem, sem prenunciar a crise que vinha pela frente, o desemprego, a carestia, a chatice de alguns chefes, o valor do salário mínimo e o imposto de renda. Esqueceu Ele de dizer, também, que a mulher ingressaria no mercado de trabalho e por isso exigiria, é claro, que o homem ajudasse na faxina, lavasse louça e tivesse que aprender a cozinhar, “eu já cansei de explicar qual é a colher de sopa, seu cretino.”
No item “Crescei e multiplicai-vos”, Ele mais uma vez Se mostrou bastante otimista.
Como é que Deus ia adivinhar que os homens seriam tão trapalhões em questões como justiça social, saúde e a educação para todos, e a população ia acabar nessa miséria? E a falta de consciência ecológica, e os problemas de saneamento básico, e as praias lotadas, e os engarrafamentos, e a violência, e as filas, e as favelas?
Não, Deus não era adivinho.
Quando deduziu que não era conveniente deixar o homem sozinho e criou a tal companheira para o coitado. Ele não podia prever que mulher gosta de discutir relação, adora fazer comprar no shopping e chora por tudo. Por isso, talvez, Ele não predisse: tentarás fugir desse inferno que virou a tua vida, pedirás o divórcio, mas o advogado dela exigirá até o teu último centavo.
Por outro lado, Deus ordenou à mulher: “procurarás compaixão a quem serás sujeita, o teu marido”, sem prevenir que ela estaria sujeita a um sujeito tão complicado e, o que é pior, sem determinar se ela precisava se sujeitar inclusive ao sapato dele no meio da sala.
Além disso, Ele esqueceu de comunicar detalhes importantíssimos como: acreditarás em tudo o que o teu marido disser e te darás muito mal, comprarás um brinco novo e ele não perceberá, aguardarás flores, todas as manhãs, e elas não chegarão nunca (a não ser que teu marido cometa uma besteira muito grande, minha filha).
Deus disse à mulher: “os teus filhos hão de nascer entre dores”. É verdade.
Mas ele não avisou: e para te ajeitares depois, só com quinhentos abdominais por dia ou uma lipo. Nem lembrou de anunciar: bebês acordam a noite inteira, principalmente se tiverdes uma reunião no dia seguinte. Nem informou: e quando eles crescerem, aí verás o que é bom, pois teus filhos não amarrarão os cadarços dos tênis, não avisarão que vão chegar tarde, julgar-te-ão uma chata e não sairão do telefone.
O fato é que a bagunça que virou este mundo de Deus (sem falar na programação da televisão) tomou proporções tão gigantescas que o mínimo que a gente pode fazer agora é inventar outro final pra essa história: até que os homens tomaram vergonha na cara e reinou para sempre a paz, o amor e a felicidade.
E Deus viu que isso era bom e ficou satisfeitíssimo com o resultado.

(Adriana Falcão)


Proposta: os textos de Adriana Falcão são uma deliciosa viagem ao cotidiano. Ela aproxima o leitor, expondo-o a uma realidade comum a todos. Daí a comicidade, o irônico, o rir de si mesmo. Nesta época de Páscoa, a proposta é reflexão. “Será que Deus mudou ou será que mudamos de Deus?”. Se Deus nos fez à sua imagem e semelhança, logo é imperfeito como nós. Ou nós somos imperfeitos como Ele...vá saber. Enfim, poupemos Deus e a Santíssima Trindade (poupemo-nos!!) e sejamos tolerantes com este Ser que deu sua vida por nós ou para redimir sua própria culpa de ter criado um mundo equivocado. Aprendamos nós! Cresçamos nós! Purifiquemos nós! BOA PÁSCOA A TODOS!

A. Einstein


Dica do dia: procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso.
Proposta: tente descrever sucintamente a diferença, a seus olhos, entre "valor" e "sucesso".

segunda-feira, 17 de março de 2008

ESSA MULHER


De manhã cedo essa senhora se conforma

bota a mesa tira o pó

lava a roupa

seca os olhos

ah como essa santa não se esquece

de pedir pelas mulheres

pelos filhos pelo pão

depois sorri meio sem graça

e abraçaa quele homem

aquele mundo que a faz assim feliz

de tardezinha essa menina se namora

se enfeita se decora

sabe tudo não faz mal

ah como essa coisa é tão bonita

ser cantora ser artista

isso tudo é muito bom

e chora tanto de prazer e agonia

de algum dia qualquer dia

entender de ser feliz

de madrugada essa mulher faz tanto estrago

tira a roupa faz a cama

vira a mesa

seca o bar

ah como essa louca se esquece

quantos homens enlouquece

nessa boca nesse chão

então parece que acha graça e agradece

ao destino aquilo tudo que a faz tão infeliz

essa menina essa mulher essa senhora

em quem esbarro a toda hora

num espelho casual

é feita de sombra e tanta luz

de tanta lama e tanta cruz

que acha tudo natural.

(Ana Terra)

Clareana


Um coração
De mel de melão
De sim e de não
É feito um bichinho
No sol de manhã
Novelo de lã
No ventre da mãe
Bate um coração
De clara, ana
E quem mais chegar
Água, terra, fogo e ar.

Joyce
P/vc amaduxa!!!

domingo, 16 de março de 2008

Scavolini in vetta in Italia e in Europa



Scavolini in vetta in Italia e in Europa


16/3/2008 Le colibrì schiacciasassi vincono la Coppa Cev ai danni del Rocheville Le Cannet e, nel contempo, ottengono il primo posto matematico nella regular season. Prossimo anno in Champions League!
Scavolini a segno in una giornata che consegna alle colibrì Coppa Cev e il biglietto per la prossima Champions League, visto il matematico primo posto conquistato nella regular season. A Belgrado le colibrì hanno spazzato via anche il Rocheville Le Cannet, bravo a tener duro nel terzo set, quando giustamente Vercesi ha dato spazio anche a Brussa e Garzaro in luogo di Sheilla e Fürst. Per il resto, un monologo pesarese: ma la superiorità tecnica della Scavolini è stata ingigantita da un approccio esemplare alle due partite.Il primo set vede la Scavolini uscire dai blocchi con lo spirito giusto: 4-1, con un muro imperiale di Fürst. Un ace di Dambendzet su Mari accorcia, ma le colibrì al primo stop tecnico guidano con quattro lunghezze di vantaggio. Il muro-difesa pesarese funziona a meraviglia e le colibrì scappano a +7, Ferretti può giostrare il gioco in attacco a piacimento mentre la sola Jovanovic passa con continuità. Le francesi soffrono molto i pallonetti di Sheilla, il secondo stop tecnico è sul 16-9. Ma Le Cannet non molla, non per nulla in Francia è tra le prime: a muro registra i tempi, ma poi la Scavolini si riprende tutto con il medesimo fondamentale. Nuovo allungo (21-13), e primo timeout per coach Kasic. Due muri in fila di Fürst e uno di Mari strappano il primo set (7 muri in totale).Il secondo parziale comincia come il primo: 5-1, e la Scavolini a murare l'inverosimile. Le francesi non ci stanno e ritornano a -1 (muro su Sheilla e invasione di Fürst). Al primo timeout tecnico la Scavolini guida di nuovo di tre lunghezze, poi Le Cannet riprende a sbagliare: 11-5 su un turno di battuta di Sheilla. Costagrande allunga a +7 e Kasic ferma il gioco per parlarci un po' su. Le francesi sono encomiabili per impegno e spirito, ma tutto ciò non basta: al secondo stop tecnico la Scavolini è avanti di nove lunghezze. Fürst a muro è letteralmente disarmante, le biancorosse volano a +11 (19-8) ed entra Castiglione per Mari. Il set si chiude senza scosse.Nel terzo set ci sono Garzaro e Brussa per Fürst e Sheilla. Francesi avanti 3-0, la Scavolini impatta subito e sorpassa grazie a due difese di Mari. E' la stessa brasiliana ad allungare a +3, ma ora il muro-difesa francese funziona e si combatte. Costagrande riallunga 14-11, e il coach di Le Cannet chiede tempo. Brussa prende un muro, le francesi tornano sotto, ma due errori restituiscono il +3 alla Scavolini al secondo stop tecnico. Si gioca punto a punto, Garzaro si fa valere in attacco e Brussa strappa il 22-18. Le Cannet torna a -1 (21-22, muro su Costagrande ed errore di Brussa), Alla Scavolini ci vogliono quattro palloni prima di strappare la vittoria.Il terzo posto è stato conquistato dalle padrone di casa della Stella Rossa, vittoriosa al tie-break al termine di una combattutissima partita contro le russe del Samorodok Khabarovsk, giocata prima della finalissima.


ROCHEVILLE-SCAVOLINI 0-3ROCHEVILLE LE CANNET: Jovanovic 9, Sieglova 2, Fillon 2, Truchetet, Nikic 10, Querard (L), Polechtchouk 6, Dambendzet 9, Prenga 1, Miletic ne. All. Kasic.

SCAVOLINI PESARO: Lunghi, Garzaro 4, Wijnhoven (L), Mari 12, Brussa 2, Castiglione, Ferretti 3, Fürst 7, Costagrande 12, Sheilla 9, Guiggi9 , Lazcano. All. Vercesi.

ARBITRI Kozlovskyy (Ucraina) e Sodja (Austria).PARZIALI 15-25 (20'), 14-25 (22'), 24-26 (29'). Rocheville: battute sbagliate 5; battute vincenti 2; ricezione 78% (prf 56%); attacco 28%; errori 22; muri 5. Scavolini: battute sbagliate 2; battute vincenti 1; ricezione 78% (prf 49%); attacco 38%; errori 10; muri 14.



Scavolini Pesaro arrasa time francês e conquista a Copa CEV

Com uma bela exibição, o Scavolini Pesaro conquistou hoje o título mais importante de sua história: a Copa CEV.
Impondo seu favoritismo, o time de Angelo Vercesi não deu chances ao Rocheville Le Cannet, da França. Em uma hora e dez minutos, bateu as adversárias por 3 sets a 0, com parciais de 25x15, 25x14 e 26x24, diante de quatro mil torcedores presentes no SC Pionir Hall, em Belgrado, na Sérvia.
Foi o segundo título internacional da história do Pesaro. Na temporada 2005/2006, o time conquistou a hoje denominada Challenge Cup (então Copa CEV), terceiro torneio em importância na Europa. Ao levantar o título deste ano, a equipe conquista o segundo mais importante campeonato do continente, grande feito para uma equipe que há cinco anos sequer estava na primeira divisão de seu país.
A vitória coroou uma campanha perfeita do Pesaro. O time não perdeu um jogo sequer em toda a competição, cedendo apenas dois sets nos oito jogos que disputou. Nas semifinais, realizadas ontem, a equipe não tomou conhecimento da boa equipe russa do Samorodok Khabarovsk e venceu por 3 sets a 0.

sábado, 15 de março de 2008

Bambu chinês


O bambu chinês (bambusa mitis) é uma planta da família das gramíneas, nativa do Oriente. Destacamos aqui uma particularidade muito interessante, relativa ao seu crescimento. Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu.O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo cuidadosamente construída. Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.
P/pensar: Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês... Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos. Quem sabe, se lembrarmos desta lição que a natureza nos dá, através do bambu chinês, teremos a paciência necessária para esperar o tal quinto ano.
(Contribuição Fernanda Leal)

sexta-feira, 14 de março de 2008

O operário em construção


O Operário Em Construção
Vinicius de Moraes


"E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás."Lucas, cap. V, vs. 5-8.

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

quarta-feira, 12 de março de 2008


O Meu Guri
(Chico Buarque)


Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí Olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar,
olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar,
olha aí Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega
Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo, de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri.

Aprendizado




Ainda falta descobrir a
Serenidade
Ainda falta dominar a
Ansiedade
E Aprender a
Esperar
Ainda me falta
Pacificar
Deixando o coração
Ficar mudo
Ainda falta aprender
Quase
Tudo.

(Anna Duarte)


Proposta: achar que sabemos tudo nos impede de crescer. Por outro lado, nos colocamos perante a vida ignorando o que sabemos nos torna demasiados inseguros. Este poema traz a delicadeza deste aprendizado...qual é a sua relação com o seu conhecimento adquirido?






terça-feira, 11 de março de 2008

Morte e vida severina


...deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar fora da ponte e da vida;
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga;
é difícil defender,só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é esta que vê, severina;
mas se responder não pude à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu com sua presença viva.
E não há melhor resposta que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosãode uma vida severina.
(João Cabral de Melo Neto)

Hoje


O que menos quero pro meu dia
polidez,boas maneiras.
Por certo,
um Professor de Etiquetas
não presenciou o ato em que fui concebido.
Quando nasci, nasci nu,
ignaro da colocação correta dos dois pontos,
do ponto e vírgula,
e, principalmente, das reticências.
(Como toda gente, aliás...)
Hoje só quero ritmo.
Ritmo no falado e no escrito.
Ritmo, veio-central da mina.
Ritmo, espinha-dorsal do corpo e da mente.
Ritmo na espiral da fala e do poema.
Não está prevista a emissão
de nenhuma “Ordem do dia”.
Está prescrito o protocolo da diplomacia.
AGITPROP – Agitação e propaganda:
Ritmo é o que mais quero pro meu dia-a-dia.
Ápice do ápice.
Alguém acha que ritmo jorra fácil,
pronto rebento do espontaneísmo?
Meu ritmo só é ritmo
quando temperado com ironia.
Respingos de modernidade tardia?
E os pingos d’água
dão saltos bruscos do cano da torneira
e passam de um ritmo regular
para uma turbulência
aleatória.

Hoje...
(Waly Salomão)

segunda-feira, 10 de março de 2008

O que não sou


O Que Não Sou
(Chicas)
Composição: Isadora Medella

Eu não sou poeta
nem quero ser
A canção eu fiz pra sobreviver
Coração aperta, canto pra respirar
Toco minha viola pra poder sonhar
Eu não quero nada que faz doer
Quero amar o mundo, quero amar você
Quando você não está
Eu vou tocar tambor
Extraviar no pulso toda a minha dor
Um dia o amor acaba
Invade a dor deságua
Transborda minha alma
Vazia está agora
Eu não sou maluca nem quero ser
Mas a noite passa
E eu não vou dormir
As flores me agradam
Tentam me colorir
Toco uma toada pra poder te ouvir
Eu não sou ateu
nem quero ser
Deus te abençoe rezo por você
Eu vou tocar a flauta pra me despedir
De longe minha alma vai velar por ti.
Chore esta saudade estrangulada...

Quero ignorado






Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias.
De não querer mais deles.
Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele.
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.

Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas aos que nada 'spera
Tudo que vem é grato.





(Fernando Pessoa)

The way we were




Barbra Streisand - The Way We Were

Mem'ries,Light the corners of my mind

Misty water-colored memories

Of the way we were

Scattered pictures,Of the smiles we left behind

Smiles we gave to one another

For the way we were

Can it be that it was all so simple then?

Or has time re-written every line?

If we had the chance to do it all againTell me, would we? Could we?

Mem'ries, may be beautiful and yet

What's too painful to remember

We simply choose to forget

So it's the laughter

We will remember

Whenever we remember...The way we were...The way we were...


Proposta: quem não tem um grande amor para lembrar...e, como diz a música, se tivéssemos a chance de fazer tudo novamente, faríamos?

domingo, 9 de março de 2008

Amor só dura em liberdade...

"Não te quero
Só pra mim
E nem poderia
Quero-te
Para ti mesmo
E para tua
Própria vida
Quanto mais fores o que
Quiseres
Mais serás
O que eu queria..."
(Luís Poeta)

Proposta: Já reparou como tentamos mudar as outras pessoas, principalmente as que dizemos amar, à nossa própria imagem? Será que não amamos o outro justamente porque é diferente de nós?

Anúncio para solitários


Procura-se um amigo sozinho
de andar discreto
e gesto silencioso.
Procura-se desesperadamente
um amigo
que saiba se aproximar
de um passarinho.

(Rita Apoena)

Simplificar




"Não exagerar os sentimentos.
Arriscar
Não seguir os mandamentos.
Vivenciar
Não mitificar os pensamentos.
Assimilar
Não condecorar os ferimentos.
Reinventar
Não copiar aos sete ventos.

Amamentar
Não aprisionar os seus rebentos.
Uma mulher adulta
Só conhece bons momentos."
(Marta Medeiros)


Proposta: como você se sente em relação ao proposto por Martha Medeiros?