sábado, 19 de abril de 2008

Existência



Fogo, relâmpago.

Acatamos o barulho do trovão.

Mundo hipotético,

Que mistério é esse?

Vivemos dormindo

Totalmente divorciados da verdade dos fatos.

Que fatos?

A vida realmente é um mistério.

O tempo não muda.

As pessoas passam.

As águas correm...

A vida: esta, a rigor, não tem meta.

E o homem acorrenta-se em extremos:

O começo e o fim

(entre os dois o tudo ou o nada).

E a roda gira, em ribombares.

Choramos a primeira vez ao nascermos

- o ar entra nos pulmões -

Tornamo-nos PESSOA.

No derradeiro suspiro,

Não somos pessoa, nem coisa.

Somente bem inviolável

Presente em forma de memória.


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