
Há um tempo,
a paixão que sentia por você era tanta,
que minha boca, muitas vezes,
me pegava pelo colarinho e me levava ao encontro da sua
..E não adiantava resistir ...
Porque nada é páreo para uma boca enfurecida
...Porém, com o passar do tempo,
essa mesma boca não mais me pegava pelo colarinho,
mas sim, pelas mãos
...Foi quando percebi, que não se tratava mais de paixão...E sim...De amor...
(Marcelo Roque) - colaboração do meu amigo poetinha orkutiano.
Proposta: Paixão, amor...amor, paixão.Ultimamente, gratas surpresas Maria Adelaide Amaral tem me trazido, em "Queridos Amigos". Uma singeleza de texto...amor em monólogo, diálogo. Hoje, liguei a tv e ouvi algo como: "maior que as diferenças é o afeto." E o que é afeto? Um sentimento descompromissado, gostar simplesmente e sem propósito. Mas...voltando ao poema do amigo Marcelo, cabe aqui aquela velha questão: se a paixão é efêmera; se pode transmutar-se em amor. Ou se amor é isso tudo? Um eterno sem prévia determinação?

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